segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O impato das novas tecnologias nos Sistemas Educativos

A Educação e o conhecimento desde sempre foram as bases para o avanço da sociedade. Neste momento e devido as novas tecnologias estamos perante uma sociedade rica em informação e potenciadora de conhecimento.
Surgem assim novas formas de criar, produzir e gerir a informação bem como novas fontes de conhecimento. Os modos de aprender e ensinar necessitam de uma mudança, surgindo assim uma “Nova Aprendizagem” onde a Educação e a Tecnologia se complementam.
Se por um lado existe um centralismo burocrático, em que o Sistema Nacional de Ensino está inserido, por outro existe a necessidade de inovação e diversidade de projectos educativos.
A utilização das TIC no ensino não pode ser feita apenas como reforço dos métodos tradicionais. De nada serve equipar as escolas com as novas tecnologias se elas não forem utilizadas da forma mais correcta. Impõe-se a necessidade de mudança na escola para que possa tirar partido das novas tecnologias, como uma ferramenta de aprendizagem construtivista.
“ A Escola deve assumir outro tipo de intervenção e posicionar-se como factor de mudança, fundamental para o desenvolvimento da Sociedade da Informação e do Conhecimento. Se a Escola conseguir acolher e desenvolver no seu seio os novos instrumentos e metodologias disponíveis, os alunos que deles usufruírem serão com certeza cidadãos melhor preparados para a vida” (Lagarto, José R. 2007)
Correndo o risco de termos uma “Escola velha” num mundo novo e de forma a combater as desigualdades e qualquer hiato criado entre escola e alunos, o funcionamento global da escola tem de mudar. Tem de haver uma reformulação e implementação dos currículos bem como o desenvolvimento de atividades que favoreçam a aquisição de conhecimentos significativos.
Uma das repercussões das novas tecnologias na escola é a flexibilidade no espaço e no tempo que permite uma melhor adaptação às necessidades dos alunos. Há também um melhor acesso a fontes diferentes de informação. No entanto, é de salientar que o acesso à informação não é semelhante ao acesso ao conhecimento. A criação de ambientes de aprendizagem colaborativos, flexíveis e de investigação possibilitam o acesso ao conhecimento.
Vários autores consideram que os Media Educativos por si só nunca influenciarão o desempenho dos estudantes.
“Os efeitos positivos só se verificam quando os professores acreditam e se empenham de “corpo e alma” na sua aprendizagem e domínio e desenvolvem actividades desafiadoras e criativas, que explorem ao máximo as possibilidades oferecidas pelas tecnologias.” (Miranda, Guilhermina 2007)
Os alunos nascem numa sociedade informatizada que faz com que desenvolvam outro tipo de atenção e outras formas de aprender.
As tecnologias informáticas, consideradas como novos sistemas para tratar e representar a informação, ancorados nos sistemas convencionais, vão modificar o modo como as crianças estão habituadas a aprender e também amplificar o seu desenvolvimento cognitivo.” (Miranda, Guilhermina 2007)
Nesta “ Nova Aprendizagem”, os alunos têm um papel mais ativo, de descoberta e construção do próprio conhecimento. Para além, destas tecnologias funcionarem de uma maneira motivadora permitem que o aluno construa o seu próprio conhecimento através da colaboração, descoberta e investigação.

Os alunos tornaram-se mais exigentes, uma simples exposição da matéria pelo professor não é eficaz.

Bibliografia
Benedito,N.D.S (2007), Centralização de Sistemas Educativos e Autonomia dos Actores Organizacionais.  Processos coletivos de interpretação das orientações centrais.
Carneiro, R. (1994, julho). A dinâmica de evolução dos sistemas educativos: um ensaio de interpretação institucional. In Fraústo da Silva, J. J. R. (Dir.). Colóquio Educação e Sociedade (Vol 6, pp. 13-60. Lisboa: Gulbenkian)
Delors, Jacques et al. (1999) Educação – um tesouro a descobrir, Porto - ASA.
Gaspar, M. I. (1996) Princípios Orientadores e Objectivos do Ensino Secundário em Portugal
(policopiado).
Lagarto, J. (ed.). (2007). Na Rota da Sociedade do Conhecimento: As TIC na Escola. Lisboa: Universidade Católica Editora.
 Monteiro, A., Moreira, J. A., Almeida, A. C. & Lencastre, J.A.  (Orgs.) (2012). Blended learning em Contexto Educativo: Perspectivas Teóricas e Práticas de Investigação. Santo Tirso: Defacto Editores.

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