sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E os alunos?

Os alunos nascem numa sociedade informatizada que faz com que desenvolvam outro tipo de atenção e outras formas de aprender.
Eles têm um papel mais activo, de descoberta e construção do próprio conhecimento. Para além, destas tecnologias funcionarem de uma maneira motivadora permitem que o aluno construa o seu próprio conhecimento através da colaboração, descoberta e investigação.
Os alunos tornaram-se mais exigentes, uma simples exposição da matéria pelo professor não é eficaz. 

           Exemplo disso é este vídeo feito por uns alunos de uma Escola Primária de Londres:




Qual o papel do professor?

Estarão os professores preparados para a utilização das novas tecnologias como ferramenta pedagógica?
Será apenas necessário acrescentar a tecnologia às actividades já existentes na sala de aula? Ou haverá a necessidade de alterar essas práticas habituais?
Vários autores consideram que os Media Educativos por si só nunca influenciarão o desempenho dos estudantes.
“Os efeitos positivos só se verificam quando os professores acreditam e se empenham de “corpo e alma” na sua aprendizagem e domínio e desenvolvem actividades desafiadoras e criativas, que explorem ao máximo as possibilidades oferecidas pelas tecnologias.” (Miranda, Guilhermina 2007)

Para que isto acontece algumas barreiras têm de ser ultrapassadas:
- Falta de recursos e formação por parte dos professores;
- Persistência e empenhamento em alterar velhos hábitos, por parte de alguns professores;
Surge, então, um novo papel do Professor. Em primeiro lugar é necessário que estes “novos” professores recebam uma formação técnica e pedagógica que lhes premira tratar e representar a informação.
As suas metodologias também têm de sofrer alterações. O professor tem de usar novos formalismos para tratar e representar a informação. O uso das novas tecnologias não pode ser apenas para complementar as práticas pedagógicas habituais, o professor deverá integrar as tecnologias criativamente no desenvolvimento de projectos.
O professor, tem um papel mais colaborativo e inovador e deixa de ser um simples transmissor de saberes para se tornar um construtor de aprendizagens significativas.

“Mais do que um transmissor de saberes, o professor será um facilitador de aprendizagens, um mediador de saberes, praticando uma pedagogia activa centrada no aluno e terá um papel decisivo na construção do cidadão crítico e activo.” (Rosa, Leonel M. 2000)



Bibliografia:
           Miranda, G. L:. (2007). Limites e possibilidades das TIC na educação. Sisifo/Revista da Ciência e da Educação nº 3 Maio/Agosto 2007 (acedido em 7 de novembro de 2013) http://sisifo.fpce.ul.pt/pdfs/sisifo03PT03.pdf
         Rosa, L. m. (2000). A integração das TIC na escola: desafios, condições e outras reflexões…. Ágora. (acedido em 7 de novembro de 2013) http://www.prof2000.pt/prof2000/agora3/agora3_4.html

Informação X Conhecimento

“São produzidos a cada ano cerca de 1,5 bilhão de Gigabytes de informações e existem actualmente 2 bilhões de sites disponíveis na Internet.”


Posto isto, será que nós temos capacidade para processar tanta informação e saber o que realmente se pode transformar em conhecimento?
Como formadores temos essa responsabilidade, a transmissão de conhecimento para os nossos alunos. Com o evoluir da sociedade torna-se pertinente adaptarmos o nosso conhecimento às necessidades dos alunos. Também estas necessidades evoluíram, temos uma necessidade muito grande de acompanhar o evoluir dos tempos.

Ainda é uma realidade que nem todas as escolas têm acesso, ou por falta de tecnologias necessárias ou até mesmo por falta de apoios e meios para utilizar essas informações. Cabe ao poder político providenciar esses meios para que o acesso seja para todos e ao professor saber utilizar, organizar e transformar essa Sociedade de Informação em Sociedade de Conhecimento.