Na
actualidade, os Sistemas Educativos, estão a ser submetidos a várias solicitações,
tais como o respeito pela diversidade
dos indivíduos e a necessidade de aplicar regras comuns que permitam o
desenvolvimento da sociedade. O crescimento económico dos últimos anos não foi
acompanhado pelo desenvolvimento humano, o que gera desigualdades e ritmos de
progressão diferentes nos vários países.
A
educação tem o papel, fundamental, no desenvolvimento de uma sociedade ao dotar
os indivíduos de ferramentas que permitam controlar o desenvolvimento humano. A
Escola Básica para todos, proporciona a participação dos indivíduos na evolução
da sociedade tendo em atenção as circunstâncias locais para que não hajam
desajustamentos com a realidade. O investimento na educação terá de ser
superior nos países menos desenvolvidos para que a partilha de conhecimentos e
competências não seja desigual entre os países mais e os menos desenvolvidos.
Estamos
perante uma globalização e a missão de reprodução de uma cultura e de uma força
de trabalho nacionais por parte dos Sistemas Educativos deixa de fazer sentido.
As políticas e práticas da educação são subordinadas aos imperativos da
racionalidade económica envolvente, às exigências da produtividade, competitividade
e empregabilidade. Há a necessidade de preparar os indivíduos para o mercado de
trabalho, cada dia mais exigente, tornando-os empregáveis, flexíveis, adaptáveis
e competitivos.
A
Sociedade do Conhecimento, exige competências intelectuais e cognitivas. Assim,
há a necessidade de preparar os indivíduos para o progresso tecnológico, com
competências de evolução e adaptação para uma sociedade em constante mudança.
Em 2002,
a comissão Europeia, na Estratégia de Lisboa, produziu um documento estratégico
com a finalidade de transformar a economia europeia na “mais competitiva e
moderna do mundo”. Nesse documento, “Educação e Formação na Europa: sistemas
diferentes, objectivos comuns para 2010”, aparecem as competências necessárias
para um novo mercado de trabalho do espaço económico alargado. Surgem áreas
prioritárias como o aperfeiçoamento da formação de professores, criação de
novos ambientes de aprendizagem e optimização dos recursos.
Mais
tarde, no Conselho “Educação e Formação 2010”, os vários intervenientes,
realçam a importância de transformar os sistemas de ensino e formação na Europa
numa referência mundial de qualidade. Neste sentido o investimento na educação
e formação é primordial, pois estas são indispensáveis para a competitividade,
o crescimento sustentável e o emprego na EU.
Este
Conselho identifica três áreas prioritárias: concentrar as reformas e os
investimentos nas áreas fulcrais para a sociedade, baseadas no conhecimento.
Implica um maior e eficiente investimento nos recursos humanos, no sector
público, nas áreas de educação e no sector privado, nomeadamente no ensino
superior, formação de adultos e formação profissional continua; fazer da
aprendizagem ao longo da vida uma realidade concreta. Será necessário promover
parcerias entre as empresas, parceiros sociais e as instituições de ensino e
criar ambientes de aprendizagem abertos, atraentes e acessíveis a todos; e construir
uma Europa de Educação e Formação. O objectivo é desenvolver um quadro Europeu,
baseado nos quadros nacionais, que sirva de reconhecimento das qualificações e
competências. Isto consegue-se através do reconhecimento de diplomas e
certidões, remoção de obstáculos à mobilidade e dos apoios financeiros.
Bibliografia
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