quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

ALV: utopia ou realidade?


Para que haja Aprendizagem ao Longo da Vida tem de se ter em consideração os seguintes factores: a pessoa ter predisposição de aprendizagem; haver ambientes e agentes de aprendizagem. 

No que diz respeito ao primeiro factor, será que uma pessoa se mantém motivada enquanto ao seu redor existe uma precariedade nos empregos? Por outro lado, a procura da melhoria e estabilidade profissional também poderá ser um factor motivacional para a aprendizagem.

Em relação aos ambientes e agentes de aprendizagem, será que estes não são preparados apenas para manter e melhorar os actuais sistemas da sociedade? Haverá alguma margem, nesta aprendizagem, para qualquer mudança radical?

Será que esta aprendizagem apenas contempla a formação ligada ao trabalho e ao emprego? E o desenvolvimento pessoal e social do individuo?
Será que esta ALV tem vindo a acompanhar as mudanças no contexto politico e social e a evolução das economias?

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Memorando sobre a Aprendizagem ao Longo da Vida

"No âmbito da Estratégia Europeia de Emprego, a Comissão e os Estados-Membros definiram a aprendizagem ao longo da vida como toda e qualquer actividade de aprendizagem, com um objectivo, empreendida numa base contínua e visando melhorar conhecimentos, aptidões e competências. Esta é a definição operacional adoptada no presente Memorando enquanto ponto de partida para subsequentes debates e acções."

Neste Memorando, são apresentadas seis mensagens chaves que proporcionam um enquadramento estruturado para um debate aberto sobre a execução de uma estratégia de aprendizagem ao longo da vida:

- Novas competências básicas para todos
Objectivo: Garantir acesso universal e contínuo à aprendizagem, com vista à aquisição e renovação das competências necessárias à participação sustentada na sociedade do conhecimento.

- Mais investimento em recursos humanos
Objectivo: aumentar visivelmente os níveis de investimento em recursos humanos, de modo a dar prioridade ao mais importante trunfo da Europa – os seus cidadãos.

- Inovação no ensino e na aprendizagem
Objectivo: Desenvolver métodos de ensino e aprendizagem eficazes para uma oferta contínua de aprendizagem ao longo e em todos os domínios da vida.

-  Valorizar a aprendizagem
Objectivo: Melhorar significativamente a forma como são entendidos e avaliados a participação e os resultados da aprendizagem, em especial da aprendizagem não-formal e informal.

- Repensar as acções de orientação e consultoria
Objectivo: Assegurar o acesso facilitado de todos a informações e consultoria de qualidade sobre oportunidades de aprendizagem em toda a Europa e durante toda a vida.

 - Aproximar a aprendizagem dos indivíduos
Objectivo: Providenciar oportunidades de aprendizagem ao longo da vida tão próximas quanto possível dos aprendentes, nas suas próprias comunidades e apoiadas se necessário em estruturas TIC.


"Livro Branco" sobre a educação e formação

Ensinar e Aprender
Rumo à Sociedade Cognitiva

O "Livro Branco" foi apresentado pela Comissão Europeia em 1995, partiu da constatação que com as mutações da sociedade acrescem as oportunidades de cada individuo aceder à informação e ao saber.
No entanto, entre estas mutações há três "choques motores": a mundialização das trocas, o advento da sociedade de informação e a aceleração da revolução cientifica e técnica
.
Para eliminar os efeitos negativos destes "choques motores", o "Livro Branco" propõe: revalorizar a cultura geral; desenvolver a aptidão para o emprego. Sugere, ainda, a prossecução de cinco objectivos gerais:

- Fomentar a aquisição de novos conhecimentos: elevar o nível geral dos conhecimentos;
- Aproximar a escola e a empresa: desenvolver a aprendizagem na Europa sob todas as formas;
- Lutar contra a exclusão: dar uma segunda oportunidade através da escola;
- Dominar três línguas comunitárias: um rotulo de qualidade;
- Tratar em plano de igualdade o investimento físico e o investimento em formação.


http://www.youscribe.com/catalogue/rapports-et-theses/vie-pratique/livro-branco-sobre-a-educacao-e-a-formacao-1275471

Quadro de Referência Europeu

"A aprendizagem ao longo da vida tornou-se uma necessidade de todos os cidadãos. Precisamos de desenvolver as nossas aptidões e competências ao longo das nossas vidas, não apenas para a nossa realização pessoal e a nossa capacidade de participar activamente na sociedade em que vivemos, mas também para sermos capazes de ter êxito num mundo laboral em constante mudança."
Ján Figel (2007)
(Membro da Comissão Europeia
responsável pela Educação, Formação, 
Cultura e Juventude)


No final de 2006, o Conselho e o Parlamento Europeu adoptaram um Quadro Europeu de Competências Essenciais para a Aprendizagem. Este quadro, identifica e define as competências essenciais de que os cidadãos necessitam para a sua realização pessoal, inclusão social, a cidadania activa e a empregabilidade na nossa sociedade.

O Quadro de Referência estabelece oito competências essenciais:

1) Comunicação na língua materna;
2) Comunicação em línguas estrangeiras;
3) Competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia;
4) Competência digital;
5) Aprender a aprender;
6) Competências sociais e cívicas;
7) Espírito de iniciativa e espírito empresarial; 
8) Sensibilidade e expressão culturais.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

ALV... o que é?



A aprendizagem ao longo da vida é “toda a actividade de aprendizagem em qualquer momento da vida, com o objectivo de melhorar os conhecimentos, as aptidões e competências, no quadro de uma perspectiva pessoal, cívica, social e/ou relacionada com o emprego”
Esta definição comtempla a aprendizagem formal, não formal e informal e inclui todas as fases da aprendizagem.
Esta ideia teve início no sec. XIX onde era promovida a educação para adultos em ambientes não escolares e direccionada para a classe trabalhadora industrial. O objectivo desta aprendizagem era “de natureza cultural, social e, indirectamente, política” (Kallen, 1996).
Na década de sessenta foram desenvolvidos pelo Conselho da Europa, da UNESCO e da OCDE os três paradigmas de aprendizagem ao longo da vida.
Rubenson (2006 citado em Neves, 2009) sugere por sua vez a existência de três períodos fundamentais na evolução do conceito da ALV: a primeira geração que corresponde à década de 70; a segunda geração que ocorre entre 1985 e 2000 e, por fim, a última geração a partir de 2000. Deste modo, os discursos sobre a ALV da primeira geração caracterizam-se pelos traços humanísticos (é neste período que se inserem as discussões do CE, UNESCO e da OCDE). Esta geração termina quando emerge “ […] uma nova conotação para a ALV, que deixa de estar orientada para fins humanistas e passa a corresponder a ideais quase exclusivamente relacionados com a formação profissional.” (Neves, 2009, p. 181)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Personal Learning Environments

“… um portal aberto por onde os aprendentes podem explorar e criar, tendo em conta os seus interesses pessoais, interagindo com quem quiserem, nomeadamente amigos ou com a comunidade de aprendizagem.” (Attwell, 2007)

“… uma possibilidade que o individuo possui para aceder, agregar, configurar e manipular artefactos digitais durante as suas experiências de aprendizagem.” (Lubensky, 2006)




B-learning



Para que os sistemas educativos possam inovar é necessário uma mudança nos currículos que são uniformes e descontextualizados e nos equipamentos das escolas que são escassos e, na maior parte das vezes, obsoletos.

O b-learning assume-se como uma metodologia mista de aprendizagem que combina o e-learning (sistema de ensino on-line) e o ensino tradicional (sistema de ensino presencial).

Neste tipo de ensino, o professor pode acompanhar de forma mais exaustiva o trabalho de cada aluno.

As principais vantagens deste tipo de sistema de ensino são: redução de custos com a formação; determinação dos próprios horários; liberdade do local para estudar; definição do ritmo de aprendizagem; flexibilidade de ensino e aprendizagem; maior motivação; elevada interactividade de acesso fácil; actualização imediata e incentivo à formação contínua.






sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E os alunos?

Os alunos nascem numa sociedade informatizada que faz com que desenvolvam outro tipo de atenção e outras formas de aprender.
Eles têm um papel mais activo, de descoberta e construção do próprio conhecimento. Para além, destas tecnologias funcionarem de uma maneira motivadora permitem que o aluno construa o seu próprio conhecimento através da colaboração, descoberta e investigação.
Os alunos tornaram-se mais exigentes, uma simples exposição da matéria pelo professor não é eficaz. 

           Exemplo disso é este vídeo feito por uns alunos de uma Escola Primária de Londres:




Qual o papel do professor?

Estarão os professores preparados para a utilização das novas tecnologias como ferramenta pedagógica?
Será apenas necessário acrescentar a tecnologia às actividades já existentes na sala de aula? Ou haverá a necessidade de alterar essas práticas habituais?
Vários autores consideram que os Media Educativos por si só nunca influenciarão o desempenho dos estudantes.
“Os efeitos positivos só se verificam quando os professores acreditam e se empenham de “corpo e alma” na sua aprendizagem e domínio e desenvolvem actividades desafiadoras e criativas, que explorem ao máximo as possibilidades oferecidas pelas tecnologias.” (Miranda, Guilhermina 2007)

Para que isto acontece algumas barreiras têm de ser ultrapassadas:
- Falta de recursos e formação por parte dos professores;
- Persistência e empenhamento em alterar velhos hábitos, por parte de alguns professores;
Surge, então, um novo papel do Professor. Em primeiro lugar é necessário que estes “novos” professores recebam uma formação técnica e pedagógica que lhes premira tratar e representar a informação.
As suas metodologias também têm de sofrer alterações. O professor tem de usar novos formalismos para tratar e representar a informação. O uso das novas tecnologias não pode ser apenas para complementar as práticas pedagógicas habituais, o professor deverá integrar as tecnologias criativamente no desenvolvimento de projectos.
O professor, tem um papel mais colaborativo e inovador e deixa de ser um simples transmissor de saberes para se tornar um construtor de aprendizagens significativas.

“Mais do que um transmissor de saberes, o professor será um facilitador de aprendizagens, um mediador de saberes, praticando uma pedagogia activa centrada no aluno e terá um papel decisivo na construção do cidadão crítico e activo.” (Rosa, Leonel M. 2000)



Bibliografia:
           Miranda, G. L:. (2007). Limites e possibilidades das TIC na educação. Sisifo/Revista da Ciência e da Educação nº 3 Maio/Agosto 2007 (acedido em 7 de novembro de 2013) http://sisifo.fpce.ul.pt/pdfs/sisifo03PT03.pdf
         Rosa, L. m. (2000). A integração das TIC na escola: desafios, condições e outras reflexões…. Ágora. (acedido em 7 de novembro de 2013) http://www.prof2000.pt/prof2000/agora3/agora3_4.html

Informação X Conhecimento

“São produzidos a cada ano cerca de 1,5 bilhão de Gigabytes de informações e existem actualmente 2 bilhões de sites disponíveis na Internet.”


Posto isto, será que nós temos capacidade para processar tanta informação e saber o que realmente se pode transformar em conhecimento?
Como formadores temos essa responsabilidade, a transmissão de conhecimento para os nossos alunos. Com o evoluir da sociedade torna-se pertinente adaptarmos o nosso conhecimento às necessidades dos alunos. Também estas necessidades evoluíram, temos uma necessidade muito grande de acompanhar o evoluir dos tempos.

Ainda é uma realidade que nem todas as escolas têm acesso, ou por falta de tecnologias necessárias ou até mesmo por falta de apoios e meios para utilizar essas informações. Cabe ao poder político providenciar esses meios para que o acesso seja para todos e ao professor saber utilizar, organizar e transformar essa Sociedade de Informação em Sociedade de Conhecimento.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

e-PORTFOLIO

   Um Portfolio electrónico também conhecido por e-Portfolio ou Portfolio digital é uma colecção de provas electrónicas reunidas e controladas por um utilizador, normalmente pela Web (também por esta razão pode ser chamado de webfolio). Estas provas electrónicas podem incluir textos, ficheiros electrónicos, imagens, multimédia, blogues e hiperligações. 
   Os e-Portfolios são ao mesmo tempo demonstrações das capacidades do utilizador e plataformas para a auto-expressão, e, se estiverem online podem ser mantidos, alterados e actualizados de forma dinâmica ao longo do tempo. 
   Algumas aplicações do e-Portfolio permitem vários graus de acesso da população, por isso o mesmo e-Portfolio pode ser usado para múltiplos fins.

Fonte: Wikipedia